Uso de redes sociais no trabalho pode aumentar produtividade.
03/04/2013

 


Usar redes sociais no trabalho diminui a produtividade, certo? Errado. Pelo menos é o que afirma uma pesquisa acadêmica sobre o tema feita pela Warwick Business School, no Reino Unido.

 

Segundo artigo no site Bloomberg Businessweek, usar ferramentas como Facebook, Twitter, LinkedIn ou Skype para conversar também capacita os funcionários para responder mais agilmente aos clientes e converter isso em bons resultados. É o que diz Joe Nandhakumar, professor de sistemas de informação na Warwick Business School.

 

Nandhakumar e sua equipe de pesquisa atribuem esse aumento de produtividade a algo chamado de "teoria da copresença virtual", ou seja, uma capacidade de colaborar com os outras pessoas que estão longe em tempos curtos e em sessões produtivas para resolver problemas ou realizar tarefas.

 

LinkedIn é uma das redes sociais que pode aumentar a conectividade dos funcionários de uma empresa
Outros benefícios apontados são uma maior colaboração entre os colegas de trabalho e manter as empresas digitalmente experientes o suficiente para competir por jovens talentos.

 

Nandhakumar e sua equipe estudaram uma grande empresa de telecomunicações europeia que usou o Skype, Facebook e Twitter, entre outros, para se comunicar com os clientes existentes e potenciais consumidores em várias tarefas. Na maioria dos casos, os funcionários foram capazes de realizar mais vendas e atender mais clientes.

 

Outra pesquisa feita no ano passado pela consultoria Power+Formula mostrou a força de conectividade de uma rede social. Segundo o estudo, 20% dos usuários do LinkedIn têm mais de 500 conexões, e 70% têm mais de cem. O motivo principal para uso da rede social (76,9% dos usuários) foi para encontrar pessoas e companhias.

 

Contudo, o pesquisador Nandhakumar reconhece a resistência corporativa para mídias sociais, principalmente pela preocupação de que as redes sociais representam potenciais violações de segurança e possam ser vulneráveis a ataques de hackers.

 

 

Fonte: Folha de S.Paulo